Friday, March 11, 2011

O casamento do meu melhor amigo.

Eu me sinto como a Julia Roberts em “O casamento do meu melhor amigo”, mas sem o final feliz. Hollywood não vai me ajudar quando você decidir que ela é a mulher da sua vida. Eu vou ser aquela que vai te dizer que sua gravata é horrível e você vai concordar. Eu vou sorrir meu sorriso mais triste no mesmo segundo em que você sorrir seu sorriso mais feliz. Não é um pouco contraditório? Eu te quero tão bem e nossas alegrias não podem viver juntas… Eu sei que você só me interessa por ser impossível. Talvez eu perdesse meu encanto se tudo desse certo entre nós. O que me faz sentir é sua distância, o medo de perder nossa ligação tão inexplicável. No fundo, fui eu quem te disse como agir passo a passo pra conquistá-la. Eu só estava ensinando o que dizer pra mim. Mas o diretor não instruiu a próxima cena, não é? Você não percebeu quem estava do seu lado. Nossa amizade é tão expressiva. Ao mesmo tempo recente e tão eterna. Eu sei que no nosso jeito de não dizer ‘eu te amo’ à toa, de rir depois de um ‘tô com saudades’, não vivemos mais distantes. Eu preciso chegar em casa logo pra te contar o que aconteceu no meu fim-de-semana e te dar bronca pelas tuas fugas da madrugada. Então você me diz que me falta experiência e eu me surpreendo de não sentir ofendida por isso. Você pode. Pode dizer o que quiser sem me deixar mal, porque afinal, quem mais me ouviria durante uma longa tarde de domingo, numa das minhas crises?

Dói negar qualquer possibilidade disso. E quando você me mostra o quanto mudou e diz das coisas que agora te fazem sorrir, eu penso em quando eu achava que seria eu quem mudaria tudo em você. Eu, que sempre te explico sobre as coisas que deve ou não fazer pra gostar de alguém.
Hoje eu estou aqui, repetindo essa música pra escrever, sabendo que se você visse me faria ouvir a versão original do Bob Dylan, dizendo que esta versão é horrível. Mas eu gosto é das versões, e você mesmo me disse que essa é uma das coisas que me faz única. Mas o real sentido disso tudo: o som alto, as palavras, a música favorita da semana, algo que você nunca vai ler, é só pra tomar uma decisão.

Hoje eu estou decidindo não sofrer mais por você.

4 comments:

  1. Flor que Triste!
    Uma situação que nós mesmo criamos sem opção de escolha infelizmente,um dia quem sabe essa dor se torne sua amiga e você passa a não sentir tanto incômodo de sua presença e enfim a única coisa que poderiamos pedir é :
    Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Tati Bernardi
    Bjinhos flor!

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  2. Gente, errei em não esclarecer..
    Mas ó, isso não está acontecendo comigo não; Só gostei muito do texto, por isso RESOLVI postei. Boa parte do que posto aqui é o que sinto, mas não necessariamente tudo, Ok? PERDOEM-ME pelo descuido e pela falta de atenção, beijos!

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  3. Nossa, que bom que nao esta acontecendo com vc!

    O texto é mto triste, assim como esse filme, chorei mto por nao
    terem ficados juntos. Chorei por esse sentimento nao ser correspondido,
    pela cena do barco que ela deixa deixa de se declarar e o momento passa.

    Enfim, tem momentos que temos que avaliar se insistir é o melhor para nos, quando se trata de sentimentos, insistir pode nos machucar ainda mais. Nada como o tempo para curar a dor de um coração partido.

    Tenha uma linda noite!

    *
    *

    Ps. e sobre meu post sobre o Japão, oremos para que essa gente sobreviva a essa catástrofe, e que outros países sejam protegidos
    dessa destruição.

    Bjs & abraços!

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  4. Adorei seu blog... Estou seguindo
    http://jessicahiorrana.blogspot.com/
    grande beijo!

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