Sunday, February 27, 2011

"..Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu “dói tanto”, contei da moça vadia sozinha chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou “por quê?”, compreendi ainda mais. Falei: “Porque é daí que nascem as canções”. E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?"

1 comment:

  1. Sabe, flor, acho que tudo isso pode sim, destinar-se a algo maior. A um propósito todo que faz caminhos, dos guia pelas rotas da vida. Basta acreditar profundo, e não perder a fé de vista nunca!
    Um beijo!

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