Friday, December 17, 2010

"Você chora baixinho sem porquê. Cito Nietzsche pra explicar porque faz isso. Você não tem pouco, só deseja demais. E te beijo, e te cheiro, e irrito tua pele com a barba curta, seus pelos respondem, e como dois corpos não ocupam o mesmo lugar, você precisa sair de si pra que eu possa entrar.
E toda a agonia se resume simples. Gemidos incontidos, poros dilatados, perfumes exalados, gostos adocicados, extremidades meladas, movimentos antissociais, palavras que deus duvida. E a beleza de tudo explode. E você goza pra fora. Eu gozo dentro. E o amor se explica na homogenia de olhares.
Confiamos corpo, vida e destino, nas piores e melhores horas. O sexo é cúmplice do amor, e faz dele invencível. A maior das perversões, a prisão que liberta, a sacanagem mais válida de qualquer lugar. O sexo acalma a dor. A dor é o mal necessário que te ensina a amar de carne, osso, alma, comoção, gemidos e verdades."

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