Tuesday, July 20, 2010

Errar é preciso

Os erros são tão importantes quanto os acertos. Ou, em alguns casos, até bem mais, dependendo da situação em que fazemos nossas escolhas. "Quem não erra não aprende." Está deveria ser a máxima de todos nós, pois somos eternos aprendizes, já que os mestres são aqueles que já morreram e, portanto, não podem mais errar. Auguste Comte, no século XIX, dizia que é por isso que os mortos sempre governaram os vivos. Em nossa cultura, demonizamos os erros e divinizamos os acertos como se estes não fossem também construídos pelas nossas falahas. É lógico que ninguém é bobo de continuar no erro e muitos deles podem provocar sofrimentos inúteis. Mas devemos ter a lucidez de perceber que eles são a argamassa do nosso sucessoe que as perdas são as condições de nossos ganho. Desse modo, o erro não é contrário de caerto, mas o instrumento necessário para alcançá-lo. Não devemos esquecer que o erro também é o responsável direto pela criação do novoe a energia que alavanca o processo criativo. Não é gratuito que todas criatividade implica em tentativa e erro. Criar, de certo modo, é brincar. Aristóteles, o grande filósofo grego, dizia que a excelência só seria possível pela repetição constante(persistência) onde as tentativas e os erros construiriam o corpa da obra-prima. Quando assistimos a uma bela apresentação musical, aplaudimos o artista, mas só ele sabe quanto esforço diário em acertos e desacertos foram gastos para nos presentear com sua bela exibição. A evolução biológica também se dá através do dinamismo dos erros e as mutações que são cópias erradas de DNA, são provas de que, felizmente, muitas delas tiveram êxito. Enquanto escrevo esse texto, por exemplo, muitos erros estão ocorrendo em meu corpo, o que espero que sejam de somenos. Mas de qualquer forma, sou o que restou de mim, graças aos acertos.. e aos erros. Do ponto de vista ético, o erro é um sinal de que "por ali não dá certo" ou simplesmente não posso cometer delize, se minha consciência avisa, de antemão, para evitá-lo. É o caso da nossa liberdade que implica escolha e risco, portanto, possibilidade de erro e de acerto. Do ponto de vista ecológico, precisamos aprender com o acúmulo de erros da sociedade consumista atural, cujo modelo foi construído no século XIX, mas que continua até hoje, fingindo acreditar no progresso a todo custo. Pois bem. Com toda essa série de desastres ambientais, poderiamos criar uma cultura onde a sustentabilidade levaria em conta não somente o ser humano, mas todos os seres vivos que compartilhasm com ela a experiência de viver nessa Terra. É sabedoria evitar os erros que nos trazem malefícios, mas não podemos esquecer que sem eles não podemos aperfeiçoar o conhecimento de nós mesmo, dos outros e do mundo. Portanto, aprenda a saborear com prazer seus erros, faça deles boas oportunidades de ganho. Mas cuidado: existem momentos em que não podemos errar de jeito nenhum, pois qualquer descuido poderia ser fatal. E são esses momentos que fazem da experiência do cuidado uma sabedoria.

Texto de: Alfeu Trancoso. Relatado na revista JB Ecológico em Outubro de 2008.

Achei a matéria perdida entre minhas coisas e achei interessante postá-la aqui.

1 comment:

  1. Mudou o layout, floor? Ficou lindo!

    Quanto ao texto, nem preciso dizer nada... Simplesmente o Alfeu disse tudo... TU-DO...

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