Wednesday, July 14, 2010

Desencanto

"Eu faço versos como quem chora
De desalento.. de desencanto..
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue.
Volúpia ardente..
Tristeza esparsa.. remorso vão..
Dói-me nas veias.
Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.”

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