Sunday, January 10, 2010

Sobra tanta falta.

Odeio a falta que a tua falta me faz.
Sua voz soaria como uma canção de ninar neste momento, preciso de descanso. Preciso desapegar-me  e acabar com toda essa dependência.


Queria que você segurasse minha mão até que eu adormecesse. Essa é a única maneira de afastar os fantasmas de meus pensamentos.


Quero que essa dor pare de doer, quero palavras doces que aqueçam meu coração e amenizem meu sofrimento para que eu possa ter forças para seguir em frente. Pois preciso seguir. Quero poder pensar em você sem que meus olhos encharquem-se de lágrimas, sem que a saudade sufoque. Sem que meus batimentos aumente e ao mesmo tempo diminuam por terem sentido você mais perto, mesmo que por um instante..


Um aperto de mão seria capas de arrepiar até o ultimo fio de cabelo neste momento.


Quero não mais te querer, não mais te pertencer, não mais precisar das tuas migalhas pra ter meia felicidade.. Eu sei que não posso, e na verdade não quero e não consigo matá-lo dentro de mim mesma.. Mas preciso passar a ter ver com outros olhos agora.


Seus beijos não são mais meus, nem seus olhares, nem seus telefonemas. Suas risadas, seus medos, nada mais me pertence, nem mesmo a atenção que eu nunca tive.


A calmaria da noite me traz tormento. O silêncio da noite é o meu pior inimigo. Ele faz com que a minha dor grite silenciosamente por socorro. E eu me sinto sufocada a cada sussurro. O silêncio da noite é único que conhece minhas verdades. Por isso ele abusa tanto de mim esfregando-as em minha cara nas piores horas.. Justamente na hora em que meu coração pede por clemência, por ajuda, por cura, libertação.
Abusa, abusa sim! Fazendo com que minha dor doa ainda mais a casa segundo que se passa (...)

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