Saturday, December 05, 2009

Ontem, enquanto ele dormia eu escutava Frejat. “Eu procuro um amor, que ainda não encontrei. Diferente de todos que amei.” Senti vontade de encher aquela banheira e ali ficar, olhando pra luz que ficava trocando de cor. Depois Rita Ribeiro me descreveu, sem querer, na música Românticos. “Românticos são poucos (...) Que pensam que o outro é o paraíso. Conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão.” Entre uma frase sussurrada, o braço em torno do colo, outras músicas tocaram. Eu estava de olho fechado e nem passava pela minha cabeça dormir. Eu queria um colo, um peito que me acolhesse. Hermes Aquino invadiu a minha mente, cantando “eu sou nuvem passageira que com o vento se vai. Eu sou como um cristal bonito que se quebra quando cai. Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia. Sou um castelo de areia na beira do mar”. E então a lágrima foi praticamente impossível de segurar. Escorreu uma do olho direito, depois outra e então mais uma. Não dava pra controlar. Não queria parecer vulnerável, embora estivesse - e muito! Ele acordou, beijou o meu rosto e falava frases curtas, querendo que eu olhasse pra ele. Não podia enquanto elas ainda molhavam o meu rosto. E desde então a vontade de chorar não sumiu. Nem quando a hora não permitia choro. Nem com a cerveja gelada na mão. Nem contando as minhas histórias mais ridículas no caminho, voltando pra casa. Muito menos na hora que fechei a porta do carro e virei de costas.

Indagava o que estava errado. Qual era o motivo do meu choro contínuo? Que pessoa eu tinha criado pra minha relação? Com quem eu conversava antes de pegar no sono? Era aquela, que acho que nunca existiu de verdade.
E isso me entristece.

No comments:

Post a Comment

Sua opinião é muito importante.
Obrigada por estar aqui!